Quando, comum passo, você fica dois passos mais adiante, é porque ele também está indo embora. E aí você começa a pensar nesses laços invisíveis que nos amarramos uns aos outros. Que tamanho eles podem ter? Podem continuar apertados mesmo quando suas pontas já não mais ocupam o mesmo lugar? Você sente um fisgão no pulso quando abraça outro alguém? Se livre dos laços. Não falo de cortar. Pode amarrá-los com o mesmo carinho que fez quando os tornou apertados como braçadeiras. Lembre-se que os laços não são algemas. Agora divida essa corda e presenteie quem quiser com os pedaços. Eles são pequenos o suficiente para não virarem nós? Perfeito.