quinta-feira, 5 de maio de 2011

    
   E se eu dizer que essa semana atrás eu completei finalmente 16 anos, e pararei de escrever em minhas cartas ' meus quase 16 ', isso é tolice eu sei ou era, eu realmente não sei o que as pessoas achavam ao ler isso, agora tenho 16 e sinceramente continua a mesma coisa, to com a mesma cara, o mesmo corpo só mudei um pouco meu jeito minhas atitudes, só mudei a idade, fiquei mais velha, e que pessoa em sã consciência quer ficar mais velha? quer chegar aos 20? e perder totalmente a sua liberdade de expressão? e perder totalmente o sapateado? Não eu não quero ter 20 logo, eu quero viver meus 16 meus 17 e meus 18 e 19, eu quero não ter que morar sozinha, quero ficar na barra da saia da minha mãe até que seja pra sempre, eu quero ficar aqui, sendo quem sou, fazendo o que faço. Mentira isso é mentira, eu não me contento com nada, semanas atrás eu pensava seriamente em sumir, ir embora e não precisar de mais ninguém, mais ai veio a idade mais velha e eu me acostumei com isso aqui, e até então não quero mais sumir tão cedo , tenho tanto pra estudar, tanto pra aprender e olha que eu já aprendi e já estudei tanto mais tanto que pra mim já me sinto inteligente o suficiente pra ir agora e me formar em uma faculdade, haha eu não faria isso não estou doida. Enfim o tempo passa rápido demais, as coisas mudam rápido demais e isso já não me chama mais atenção, isso me entristece eu estou com pensamentos psicóticos na cabeça, imagino pessoas felizes que estão pra sempre comigo morrendo, e o que eu vou fazer sem elas? Nada absolutamente nada, não sei viver sem quem esta do meu lado hoje e ontem, não sei sorrir sem essas pessoas que me tiram do sério, não sei nada, eu tenho que aprender a conviver com a minha presença somente pra quando chegar a hora delas partirem eu saber me reerguer, tenho medo de morrer e não cumprir meus objetivos, tenho medo de ficar sozinha e não ter mais com quem contar. Não tenho medo da morte, dela não pois ela é inevitável eu tenho é medo do vazio que essas pessoas que partirão deixaram e do que as pessoas que um dia partiram vão deixar. E é estranho o fim que teve essa carta, começou contanto que eu cresci e acabou com um final nada feliz, nada compreensivo, é estranho como venho agindo nesses últimos dias.